Archive for junho, 2009

História Agradece: Nas placas das ruas, uma lição de história

Matéria dos profs. Odilon Nogueira de Matos e Maria Lúcia de Souza Rangel Ricci, extraído do livro “Um pouco da história de Campinas”, publicado sob o patrocínio da PUC Campinas em 1985.

Uma matéria deste porte não pode ficar “esquecida” em algum lugar; perdida no tempo.

Uma verdadeira lição de história.




Anúncios

Personagem: Regente Feijó

A matéria abaixo foi retirada do livro de 1983 do grande historiador de Campinas, Edmo Goulart.


Veja abaixo o evento que este personagem teve grande participação.

Abaixo fotos do livro Retratos da Velha Campinas, publicado em 1951, de outro grande historiador e campineiro, José de Castro Mendes.

As fotos mostram detalhes da casa onde morou Padre Diogo Antônio Feijó, antiga rua da Matriz Nova, hoje rua Regente Feijó e que ficava no número 1842.

Memória Fotográfica: Teatros Municipais

Como bom amante da história de minha cidade; estava eu “viajando” pelas fotos antigas e deparei-me com uma foto que considero inusitada. Isto pelo fotógrafo ter flagrado a construção do teatro. Detalhe que pode ser visto na segunda foto.

Agora o que mais me chama a atenção é de como estas fotos foram sacadas; isto pelas datas das fotos (década de 1910, 1920 e 1930).

A história dos dois teatros que existiram atrás da igreja catedral metropolitana. Tem-se: O primeiro foi o Teatro São Carlos inaugurado em 1850 e demolido em 1922. Depois o Teatro Municipal, inaugurado em 1930; recebendo a denominação de Teatro Municipal Carlos Gomes em 1959, igualmente demolido em 1965.

Atrás, em seu lado direito, da cúpula da catedral vê-se parte do teatro.

Abaixo a foto que deu origem a pesquisa aqui apresentada. Pelos fatos históricos, os veículos que se vê nas ruas, deduz-se que esta seja entre 1922 e 1930.


A foto abaixo é original de um livro, de minha biblioteca particular, publicado em 1916. Aqui pode-se ver ao lado esquerdo do espectador uma pequena parte do Teatro São Carlos.

Efeméride: Alcides Ladislau Acosta – Aniversário de Nascimento

O homenageado em foto de 26 de junho de 2009, em evento da ABAL

Nasceu em Ponta Porã, MS, em 27 de junho de 1943, filho de Francisco Acosta e de Catalina Deolinda Rojas. Seu pai era radiotelegrafista da Comissão Brasileira Demarcadora de Limites, autarquia criada no Ministério das Relações Exteriores para realizar a demarcação de fronteiras do Brasil com os países limítrofes. Alcides tem uma irmã cirurgiã-dentista, Marilda Sheila Acosta, e um irmão, Luis Wagner Acosta, analista de sistemas, todos graduados na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Na PUC-Campinas Alcides cursou Direito, bacharelando-se em 1968, e também, Relações Públicas, concluído em 1983.

Tendo residido na cidade de Corumbá, MS, dos 4 anos até os 18 anos de idade, quando terminou o curso Científico no Colégio Estadual Maria Leite, Alcides decidiu continuar seus estudos em Campinas, SP, onde chegou em 6 de janeiro de 1963, uma manhã de céu azul e ensolarada, inscrevendo-se a seguir nos vestibulares da PUC-Campinas. Em vista de seu reconhecido pendor para as letras, uma vez que havia em Corumbá trabalhado como redator, locutor e repórter na Rádio Clube local, emissora de ondas médias, escolheu o curso de Letras Neolatinas, da antiga Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, na época tendo na reitoria o fundador, Monsenhor Emílio José Salim.

Ainda em seu tempo de universitário, Alcides Acosta trabalhou como locutor da Rádio Cultura de Campinas, nas organizações Irmãos Pedroso. E, em seguida, como redator e repórter do Correio Popular, onde ingressou em 1965. Permaneceu no Correio Popular até o final de 1969. Muitas matérias assinadas por Alcides mereceram o reconhecimento, especialmente na Câmara Municipal de Campinas, onde algumas obtiveram indicação do vereador Romeu Santini para constarem dos Anais do nosso Legislativo. Uma delas foi publicada no último dia em que os bondes circularam em Campinas, intitulada “Os Bondes Estão Chegando ao Final da Linha”. Realizou a cobertura jornalística das passeatas estudantis na Avenida Francisco Glicério, em 1967, na manifestação contra o AI-5 do governo de exceção da época; cobriu a visita da Rainha Elizabeth II, ao Instituto Agronômico de Campinas; e a visita a Campinas do Presidente Eduardo Frei, do Chile, a quem entrevistou no embarque no Aeroporto de Viracopos; entrevistou o ex-governador da Guanabara, Carlos Lacerda, o Professor de Física, Cesar Lattes, que chegava a Campinas para lecionar na UNICAMP, e o Reitor Zeferino Vaz. Realizou reportagens no lançamento das pedras fundamentais da Refinaria do Planalto, em Paulínia, e da UNICAMP, em Barão Geraldo, entre outras centenas de acontecimentos da cidade, entre 1965 e 1969, inclusive a implantação em 1966 do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos, CCBEU, segunda escola de Inglês a funcionar em Campinas, onde chegou a integrar o Conselho Deliberativo da instituição, presidido pelo Dr. Maurício Lencastre. Anteriormente, existia somente a escola FISK e professores particulares dedicados ao ensino do Inglês.

Em 1972 foi convidado a integrar o corpo docente da nascente Faculdade de Jornalismo da Universidade Católica de Campinas, permanecendo até 1986 como professor titular das disciplinas Técnica de Jornais e Períodicos, Revisão e Diagramação e, ainda, de Jornalismo Empresarial.

Tendo iniciado sua vida profissional como radialista, na Rádio Clube de Corumbá, ZYX-29, aos 17 anos de idade, Alcides Acosta desenvolveu habilidades como comunicador social. No âmbito empresarial, integrou os departamentos de Comunicação de empresas internacionais, com subsidiárias em Campinas, como Equipamentos Clark Ltda. (hoje, Eaton), em Valinhos; 3M do Brasil, em Sumaré; Bendix, em Campinas; Compaq e Motorola Industrial, em Jaguariúna. A partir de 1993 passou a atuar na área de Segurança Patrimonial, integrada a Recursos Humanos. Nessa atividade, aperfeiçoou-se em treinamentos e cursos que freqüentou em Chicago, Illinois; Austin, Texas; em Miami e Fort Lauderdale, na Florida. Ministrou cursos de Gerenciamento de Crise na Argentina (Buenos Aires e Córdoba), e em Santiago, no Chile, bem como em congressos realizados em S. Paulo, na COBRASE, e na FIESP. Foi secretario executivo e presidente da OSAC – Overseas Security Advisory Council, do Consulado dos Estados Unidos em S. Paulo, bem como um dos fundadores e presidente por quatro anos da TAPA Brasil, Transported Asset Protection Association. Coordenou o Programa de Proteção Industrial do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, em Campinas. Foi palestrante, sobre temas de Segurança Patrimonial em eventos realizados em S. Paulo pela ASIS – American Society for Industrial Security. Esteve sempre envolvido em ações em favor da comunidade nas empresas em que atuou, tendo colaborado com a FEAC, Centro Corsini e outras entidades.

O sonho que Alcides trouxe de seus tempos de estudante do Ginásio Salesiano de Santa Tereza, onde através do Padre Ernesto Sassida descobriu seus pendores para o canto lírico, foi estudar técnica vocal, ou como se dizia na época, educar a voz. Procurou uma escola de canto e encontrou a saudosa mestra, Tiana Amarante, que dava aulas em sua residência na Rua Boaventura do Amaral. Estudou sob a orientação da Professora Tiana durante muitos anos, lapidando sua técnica no registro de tenor, até o falecimento da grande artista em 1983.

Nos anos 70 figurou em recitais em Campinas, Valinhos e Jundiaí, onde sob a regência do maestro Mario Comandulli, com solistas locais e o Coral Pio X, participou em cortinas líricas das óperas “Aida” e “Il Trovatore”, de Giuseppe Verdi, oratórios e concertos.

Após sua formação técnica na escola de Tiana Amarante, teve outros professores como o barítono Rio Novello, o soprano Neyde Thomas, o soprano Suzel Cabral e o contralto Gledys Pierri. Estudou música com o saudoso Maestro Luis di Tullio e no Conservatório Musical Dr. Gomes Cardim, onde graduou-se na modalidade Canto Lírico. Cantou as óperas La Traviata (Verdi), Lucia di Lammermoor (Donizetti), A Noite do Castelo e o oratório Colombo, (de Carlos Gomes), sob regência dos maestros Mário Comandulli, Diogo Pacheco, Armando Belardi, Benito Juarez e Franco Mannino, nas temporadas do Teatro Municipal de S. Paulo, no Teatro Polyteama, de Jundiaí, e no Centro de Convivência Cultural, em Campinas. Apresentou-se com elenco da ABAL no Bob Carr Auditorium, em Orlando, na Florida, na comemoração dos 500 anos do Descobrimento da América, em 1992, cantando “Colombo”, de Carlos Gomes.

Alcides Acosta é o fundador e presidente da Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos, ABAL; entidade há 27 anos atuante como divulgadora da obra de Carlos Gomes em Campinas e Região. Devido ao seu contato com a obra de Antonio Carlos Gomes desde 1970, escreveu artigos e proferiu palestras e discursos em comemorações ao Maestro Carlos Gomes, em Campinas e Jundiaí.

Foi agraciado com diplomas de “Amigo do 8º. BPI”, da Polícia Militar de Campinas; de “Colaborador Emérito do Exército”, pela Escola de Cadetes do Exército de Campinas, e ainda, do Centro de Ciências, Letras e Artes e do Rotary Clube Carlos Gomes. Recebeu a Medalha Carlos Gomes, outorgada pela Câmara Municipal de Campinas.

Abaixo, de minha hemeroteca particular, partes do folheto da ópera “A Noite do Castelo” de 1977.


Memória Fotográfica: Estação da Paulista em 1963

Foto publicada na imprensa, jornal Correio Popular de 03 de novembro de 1963. O fotógrafo estava posicionado na rua 13 de Maio. Veja os detalhes e mate a saudade.

Curiosidades: CCLA e o Metrô

Efeméride: Guilherme de Almeida – Nascimento

Nesta data de aniversário de natalício do Príncipe dos Poetas; coloco aqui como homenagem, uma matéria da jornalista Célia Siqueira Farjallat, citando uma poesia do mesmo.



Outros dados sobre o personagem aqui focado; pode ser visto em:

Personagem: Jamil Abrahão

Na entrevista de Fernando Kassab em 10 de junho de 2005, mostra um pouco da vida do homenageado.

Conheci Jamil Abrahão, pessoalmente, em 1983. Até então, apenas lia a página do maior colunista social da história de Campinas; um homem que, sem exagero algum ou favor de qualquer espécie, era uma referência absoluta no jornalismo diário. Ao longo de mais de 30 anos, seu texto – de festas badaladas, aos “furos” que ele conseguia com a exclusividade de quem desfruta da confiança de uma boa fonte – era uma espécie de bíblia a ser seguida. Não ler Jamil Abrahão significava, em grande medida, estar por fora de tudo de importante que acontecia na cidade de Campinas e em toda a região. Ele parecia estar em todos os lugares. E, quando não estava, era procurado por meio mundo – ou pelo mundo que contava, de fato -, que lhe narrava tudo em detalhes. Em sua fórmula de sucesso, o “molho” era o que fazia a diferença. Jamil era respeitadíssimo por figuras como Ibrahim Sued (O Globo) e Tavares de Miranda (Folha de S.Paulo), só para citar outros dois exemplos de sucesso do colunismo social. Eles não apenas se falavam sempre, como trocavam impressões sobre tudo. Jamil sabia cultivar uma amizade, com carinho e dedicação.

Mas foi apenas em 1 de fevereiro de 1994, na publicação da minha primeira coluna em um jornal, que eu soube o quanto valia a amizade de Jamil. Sem escrever há dois anos, ele telefonou para mim na redação. Com aquela voz rouca – atavicamente, como descendente de árabes, fumava como um “profissional” -, ele elogiou as minhas primeiras notas, sugeriu um aperfeiçoamento do estilo e desejou sorte. Convidou-me para um almoço e disse que, a partir daquele momento, eu seria, ao mesmo tempo, pedra e vidraça. “Cuidado, pois as pessoas o verão como um caminho para chegar a lugares que não lhe dizem respeito. Não faça concessões, seja firme”, disse. Jamil provara da cicuta e se preocupava em alertar alguém que ensaiava os primeiros passos. Culto, inteligente e com uma presença marcante, Jamil Abrahão não poderia agir de maneira diferente: era um cavalheiro consumado. Muito embora algumas pessoas o vissem como um esnobe, era simples e agradável. Mesmo quando visivelmente chateado com situações que lhe fugiam do controle, sabia manter o fair play como poucos de sua estirpe. Nossa aproximação maior se deu quando, no final de 1994, ele me convidou para um drinque em seu apartamento, na rua Dona Libânia. Cheguei pouco depois das 20h e fui recebido com a cordialidade característica do anfitrião. Nos dirigimos para uma sala de TV e ele, visivelmente emocionado, começou a falar da sua amizade com Juscelino Kubistcheck. “Éramos amigos de verdade e senti muito a sua morte”, desabafou e repetiu três vezes.

Abaixo na entrega do Prêmio Andorinha em 1975.

Duas horas depois – e inúmeras e deliciosas histórias -, Jamil fez a seguinte pergunta: “Qual é prova real de que Deus existe, a prova real de que Ele está em cada um de nós, com uma marca indivisível?” Sugeri pelo menos dez respostas. Todas erradas. Jamil, tranquilo, mudou de assunto e, de vez em quando voltava à questão. Meia-noite, e nada de acertar. Pedi que ele decifrasse aquilo que já me parecia uma charada sem fim. Nada. Ele seguia contando histórias sobre um mundo distante e glamuroso. Falou-me da cantora Maysa Monjardim, da rainha Elizabeth II, do estilista Denner, da vida da Campinas dos anos 1950. Uma hora da manhã. Eu disse que precisava ir embora e ele, segurando firme as minhas mãos, olhou-me diretamente nos olhos e disparou: “A resposta está aqui”, apontando as minhas impressões digitais. “Elas não se repetem em duas pessoas. Cada um tem as suas”.

Acima uma de suas colunas no jornal Diário do Povo

Ao me acompanhar até a porta, olhava-me como se fosse a última vez – de fato, nos falamos por telefone mas, até sua morte, dois meses depois, não nos vimos mais. Passou as mãos – enormes mãos de descendente libanês – pelos meus cabelos, beijou-me nos dois lados da face e disse: “Faça valer suas impressões digitais, deixe uma marca só sua. E seja feliz. Você merece”. Mesmo de costas, senti seu olhar me seguindo pelo corredor.

Seu túmulo no Cemitério da Saudade

Descaso com a História: Monumento à Imprensa Campineira

Dentro do meu “hobby” de memorialista e preservacionista da memória histórica campineira; saio sempre a procurar dados na cidade (chamo de “arqueologia urbana”) para mostrar algo dentro de uma das dez sessões que meu blog tem:

Curiosidades; Descaso com a História; Efeméride; História Agradece; Livros x História de Campinas; Memória Escrita; Memória Fotográfica; Monumento; Ontem e Hoje e Personagem.

Veja no rodapé de cada postagem o termo “marcadores” – clicando sobre ele; você receberá todas as postagens do título mostrado. Exemplo disto; sempre coleto uma foto antiga e vou ao local – desde que consiga indentificar – para completar o “Ontem e Hoje”.

De posse de uma das fotos antigas aqui mostrada fui ao local. E vocês verão que de “Ontem e Hoje” virou “Descaso com a História”. E com certeza irão concordar comigo; principalmente pelo descaso estar na principal avenida da cidade de Campinas.

Acima material publicado pela Prefeitura Municipal de Campinas em 1974.

Acima o monumento em 1973 e abaixo – junho de 2009 – o que resta dele (completo descaso com a história campineira).

Pode-se, na foto abaixo, ver ainda o restou da pedra que foi usada para se criar o monumento.

Acima foto da década de 1970 e abaixo em junho de 2009. TRISTE E LAMENTÁVEL. Ao fundo a principal avenida de Campinas.

Efeméride: José Roberto do Amaral Lapa – Data de Falecimento

Neste 20 de junho temos a data da perda, por falecimento, do maior historiador campineiro contemporâneo que Campinas teve; o professor José Roberto do Amaral Lapa. Rendo aqui a minha homenagem.

Resgatando várias matérias publicadas nos jornais de Campinas; à época.


« Previous entries