Archive for agosto, 2006

Memória Fotográfica: 1889 – Igreja São Benedito e Casa de Saúde

Vista parcial de Campinas, onde se destacam à esquerda da foto o Circolo Italiani Uniti, hoje Casa de Saúde da Campinas e a Igreja São Benedito, mais ao centro da foto.

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Memória Fotográfica: 1888 – O Pátio do Rosário

O pátio do Rosário, atual Praça Visconde de Indaiatuba, mais conhecido como Largo do Rosário. Ao lado direito da foto vê-se a Igreja do Rosário, já demolida, sem as torres, que foram demolidas, por se acharem em pergio de desabamento. Neste local, durante muitos anos, eram realizadas as “feiras-livres” desaparecidas com a construção do Jardim.

Memória Fotográfica: 1882 – Discurso de Campos Sales

Interior do Teatro São Carlos, a 5 de janeiro de 1882, quando discursava o deputado campineiro Manuel Ferraz de Campos Sales, futuro presidente da República. Foi o único presidente que Campinas produziu até esta data.

Memória Fotográfica: 1880 – Ainda o centro da cidade


Numa imagem mais focada na igrela Matriz da Catedral; podemos ver mais nitidamente a Rua Conceição; que nesta data (1880) ainda se chamava Rua Formosa; isto porque em 30 de novembro de 1883, às vésperas das comemorações da inauguração do majestoso templo de Nossa Senhora da Conceição (Catedral), que iria ocorrer no dia 8 de dezembro, um grupo fe 58 cidadãos residentes naquela via pública, encaminharam um pedido à Câmara Municipal solicitando que se lhe desse o nome de rua Conceição. Justificaram a petição com o argumento de que, ela, iniciando-se em frente àquela magnífica igreja, fazia jus à legenda pedida. Tal pedido foi aceito e assim passou-se a chamar rua Conceição a partir de 1883.

Memória Fotográfica: 1880 – Uma visão do centro da cidade

Nada melhor para começar a contar a História através da fotografia, do que uma das fotos mais antiga, de 1880, focando o centro; podendo ver ao lado esquerdo da foto onde se originou a cidade de Campinas.

Esta foto mostra uma visão parcial; ela foi capturada a partir do bairro Cambuí; vemos ao lado esquerdo da foto o que era o Largo Público ou Largo Municipal; hoje a Praça Imprensa Fluminense onde esta alojado o Centro de Convivência Cultural. Ao fundo do lado direito da foto, pode-se ver a Igreja Catedral, com sua torre sobressaindo de todas as outras moradias; o que é natural no início das cidades.

Curiosidades: Campinas no Século XIX (1800-1899)

As impressões de um viajante, de passagem, francês Saint Hilaire sobre Campinas em 1819

Agostinho Francisco Cézar de Saint Hilaire, cientista, nasceu em Orleans, na França, em 1799 e ali faleceu em 1853. De família notável, cujos descendentes se destacavam nas ciências e nas letras, decidiu se dedicar à história natural, se destacando também.

Em companhia do Duque de Luxemburgo, indicado pela corte portuguesa no Rio de Janeiro, Saint Hilaire visitou o Brasil e aqui permaneceu durante algum tempo, viajando.

Das cidades que visitou escreveu diversas obras, todas sobre o título ‘Viagens’, só especificando as cidades. Esteve em São Paulo, passando por Moji-Guaçu, Moji-Mirim, São Carlos, Campinas e Jundiaí. Na tarde de 23 de outubro de 1819, num Sábado, Saint Hilaire chegou à Campinas, passando o domingo aqui, para continuar a viagem no dia 25, numa segunda-feira.

Acompanhe um trecho da narração do francês da Antiga Vila de São Carlos:

“Chegando à Campinas, estabeleci-me na entrada da cidade sob um vasto rancho coberto de telhas e cercado de muros sólidos feitos de taipa.

A Vila é cercada de mato por todos os lados, as ruas não têm muita largura, as casas são novas, muito próximas umas das outras, cobertas de telhas e construídas, na maior parte, com ‘terra socada’ ou taipa”

Saint Hilaire ainda escreveu que não acreditava no cultivo da cana-de-açúcar na Vila porque tinha a crença que somente as terras pretas de Itú eram próprias para a agricultura.

Fase Colonial da Sociedade Campineira

A economia regional foi marcada inicialmente pela lavoura canavieira e pela indústria açucareira com o uso significativo de mão-de-obra escrava.
No início do século XIX, a economia passou gradativamente da monocultura açucareira para a monocultura cafeeira e em 1830, o café já estava consolidado. 24 anos depois, havia em Campinas 117 fazendas com a produção anual de mais de 300 mil arrobas de café. Logo em seguida, os imigrantes europeus já estavam substituindo a mão-de-obra escrava nas fazendas e ferrovias; isto a partir de 1870.
Apesar de ser uma sociedade conservadora devido à monocultura, ao patriarcalismo e à escravidão, a agricultura desenvolveu o setor terciário (comércio e finanças) acumulando capital. Em suma: criou uma infra-estrutura capaz de organizar e alavancar o crescimento industrial à partir do final do século XIX.
A sociedade colonial começou no final da década de 30, ainda no século XVIII e durou até 1850. É nessa fase que a cidade surge e se desenvolve em termos políticos e econômicos.
Há uma concentração de pessoas das mais variadas categorias e procedências, desde os mais pobres, até a camada aristocrática, que deteve o poder de decisão durante todo o século XIX. Essa sociedade também era composta por muitos escravos que serviam de mão-de-obra em toda a região.
No início, os povoadores eram lavradores que desenvolviam atividades de agropecuária e agricultura baseada na economia de subsistência. Com a produção excedente, Campinas começa a se regionalizar, gerando uma infra-estrutura comercial e um centro econômico desde o sul de Minas Gerais ao interior. Mas o que desenvolveu a cidade à partir da segunda metade do século XVIII é a lavoura de exportação de cana-de-açúcar, produto que vai abastecer a economia local durante mais de um século, colocando a cidade no circuito capitalista mundial do Porto de Santos à Europa.
Os chamados “engenheiros” do açúcar, donos de grandes propriedades com seus engenhos, é que fortalecem o mercado econômico de forma rápida e investindo na mão-de-obra escrava nos canaviais. Não é à toa que Campinas foi considerada o maior centro escravista do país, em um período tenebroso.
Vale lembrar que neste período, mais da metade da população existente era escrava.

Antes de todo o crescimento político e econômico, Campinas era uma cidade acanhada, despojada, sem estilo de vida, com ruas estreitas, becos e com grandes lacunas em sua planta urbana.

A construção do Teatro São Carlos, em 1850, simboliza a ruptura econômica e o açúcar cede espaço para o café, muito mais lucrativo. A cultura cafeeira do Vale do Paraíba com as famosas terras roxas, chega enfim à região de Campinas.
Não é novidade que o ‘Baronato do Café’ era uma sociedade mais refinada que a anterior. Essa nova elite local dominava a cidade que passou a ser conhecida como centro agrícola e comercial.
Depois da fase senhorial dos ‘barões endinheirados’ surge a modernidade com a ascensão capitalista formada por migrantes e trabalhadores livres.
Em 1870, a sociedade passa a exigir uma cidade mais higienizada e equipamentos urbanos capazes de suprir as necessidades da cidade. Nesta época, Campinas ganha o codinome de “Princesa D’Oeste”

Curiosidades: Campinas em meados do século XVIII (1750-1799)

O último quartel do século XVIII marcou o fim de uma época. Em 1789 estourou a Revolução Francesa, que pôs fim ao absolutismo dos reis. mas estabeleceu o delírio libertário e sangulnário da turba irresponsável e desvairada.

É sempre assim: A tirania abre o caminho para a anarquia. O opressão dá lugar à rebelião. Que tudo subverte. Foi o governo absoluto e dissoluto de Luis XV de França, que serviu de modelo para o governo de Dom João V de Portugal, que procurou imitar o luxo da corte do perdulário monarca francês, que entendia que o rei é rei, para gozar e gastar mais do que os outros.

O Rei Dom João V recebe o título “Magnífico”, devido ao fausto da sua corte. João Amaral, na sua História de Portugal, refere grande número de munificiências perdulárias praticadas pelo monarca português. Essas munificiências, porém, eram custeadas pelo ouro e pelos diamantes que lhe vinham do Brasil.

Eis porque no Século XVIII. a maior preocupação da metrópole portuguesa consistia em aumentar a produção do ouro, para enriquecer a fazenda real. Assim, pois, fundar freguesias, onde não houvesse ouro, diamantes, esmeraldas, não interessava às autoridades reais. Esse foi motivo pelo qual Francisco Barreto Leme não encontrou apoio oficial, para fundar a “freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas de Mato Grosso”.

Essa fundação não interessava às autoridades portuguesas, que se preocupavam só com o ouro de Cuiabá e de Goiás, e com os diamantes de Minas Gerais e também pelo ouro que já escasseava, em Vila Rica.

Com Centro-Sul do Brasil, ameaçado peIas incursões espanholas. O encarregado de restaurar a Capitânia foi Luís António de Sousa Botelho Mourão, o IV Morgado de Mateus, que fundou várias vilas e freguesias para atender o seu projeto geopolítico.

A última freguesia fundada por determinação do IV Morgado de Mateus foi a de Nossa Senhora da Conceição das Campinas de Mato Grosso.

Campinas tornou-se em pouco tempo o núcleo central do quadrilátero do açúcar, que incluia ainda Piracicaba, Jundiaí e Moji Mirim, e que se tornou a principal área produtora de cana no século XVIII e primeiras décadas do século XIX, antes da introdução do café.

Seriam “engenheiros” como eram conhecidos os donos de engenho de cana, os primeiros líderes políticos de Campinas e região. Uma verdadeira dinastia econômica e política foi fundada pelo capitão Domingos Teixeira Vilela, nascido em Braga, em Portugal, e que vivia há vários anos em Baependi, em Minas Gerais, casado com Ângela Isabel Nogueira.

O capitão Teixeira se fixou em Campinas em 1775 e coube a dois de seus oito fIlhos, Felipe Néri Teixeira e Joaquim José Teixeira Nogueira, o papel de introduzir a cana Freguesia, em conjunto com Antônio Ferraz de Campos, sempre conforme os interesses estratégicos de Lisboa. Com os altos preços no mercado Internacional, que alcançaram um recorde em 1796, o poder político dos “engenheiros” se consolidou. Com isso a elevação da Freguesia à Vila foi al.cançada rapidamente. A Vila de São Carlos, segundo nome de Campinas, foi instalada a 14 de dezembro em 1797, com a eleição da primeira Câmara.

A Câmara Municipal foI instalada comum corpo de seis vereadores, que tinham um mandato anual. Dos 30 primeiros mandatos titulares, correspondentes às cinco primeiras legislaturas, 17 foram ocupados por senhores de engenho.

Em 1797, com as rendas públicas atingindo RS 50$000, com mais de 400 casas, totalizando 2107 habitantes, sendo 700 deles escravos, e muitos líderes regionais que podiam se encaixar nos cargos da República, a então Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso começava a sua emancipação política, desmembrando-se de Jundiaí. Os integrantes do governo municipal eram praticamente obrigados a se instalarem em Jundiaí, o que causava sérios embaraços aos lavradores engenheiros em função da Freguesia ser dependente da cidade nos aspectos político e econômico.

Por isso, os moradores da Freguesia decidiram enviar, em 1797, uma petição ao governador da capitania de São Paulo, Morgado de Mateus, que começava assim:
“Dizem os moradores da nova Freguesia de Campinas do termo de Jundiaí, que consta do assinado junto, que se vêm vexados em servirem aos cargos da República da dita Vila por morarem desviados da mesma 8, 10, 12, 14 léguas, no que sentem gravíssimos prejuízos nas suas lavouras por serem engenheiros”. A palavra engenheiro significava ‘proprietário de engenho’.

A cana produziu riqueza e contribuiu para começar a projetar Campinas no cenário nacional, mas escravidão no microcosmo campineiro indica como injustiças sociais têm raízes profundas no Brasil, permanecendo ainda como o grande desafio para o século XXI.
Segundo recenseamentos registrados; Campinas tinha: em 1767, com 264 moradores; em 1768, com 44 pessoas (só pais e filhos homens); em 1773, quando já freguesia, com 383 moradores; em 1774, com 393 moradores e 1797 com 2107 moradores e por volta de 400 moradias.

Curiosidades: Campinas na época da Lei das Sesmarias

Sesmaria era a concessão de terras no Brasil pelo Governo Português com o intuito de desenvolver a agricultura, a criação de gado e, mais tarde, o extrativismo vegetal, tendo se expandido à cultura do café e do cacau. Ao mesmo tempo, servia a povoar o território e a recompensar nobres, navegadores ou militares por serviços prestados à coroa portuguesa. O sistema de sesmarias do Brasil era um prolongamento do sistema jurídico português, estabelecido pela lei de 26 de maio de 1375 e baixada por Dom Fernando I.
A sesmaria representava a exploração econômica da terra de maneira rápida, tendo fundamentado a organização social e do trabalho desenvolvida no Brasil, assim como o latifúndio monocultor e escravagista.
A Lei das Sesmarias foi promulgada em Santarém a 28 de maio de 1375, durante o reinado de Dom Fernando I. Insere-se num contexto de crise econômica que se manifestava há já algumas décadas por toda a Europa e que a peste negra veio agravar.
O rei de Portugal por intermédio do governador da capitania (Capitão-General Antônio da Silva Caldeira Pimentel), passou a conceder sesmarias nos “Campinhos de Mato Grosso”. Em 7 de agosto de 1728, feita petíção inicial da sesmaria a Antonio da Cunha de Abreu e concedida ou confirmada (através de Cartas de Sesmaria, vide exemplo na foto acima) em 15 de novembro de 1732, sendo uma das primeiras na região.

Nessa sesmaria concedida a Antonio da Cunha de Abreu, foi que veio estabelecer-se mais tarde, em 1744, Francisco Barreto Leme. Certamente no todo ou em parte, sendo que ela media uma légua em quadra, fazendo «pião no campinho do meio», mais ou menos onde mais tarde se levantaria a Matriz Velha, hoje Igreja do Carmo, inaugurada em 14 de julho de 1774.

Monumento: O Monumento à Fundação da Cidade de Campinas

O monumento que lembra a fundação da cidade de Campinas está na praça Guilherme de Almeida na confluência entre: av. Francisco Glicério, av. Campos Sales, rua General Osório e rua Regente Feijó e em frente ao Palácio da Justiça. Poucos devem saber da existência do símbolo que foi e é palco de tantas histórias, cada uma a seu tempo.

Na realidade, monumento deveria estar na Praça Antônio Pompeu / Praça Bento Quirino, em frente ao Largo do Carmo (Igreja do Carmo) onde está o “Marco Zero”. Ali foi construída a primeira capela da cidade, então bairro e também rezada a primeira missa em homenagem à fundação da cidade que após a celebração se tornou a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas de Mato Grosso.

O monumento dos fundadores é o símbolo concreto da história oficial; além do brasão de Campinas e do nome em destaque de Franscisco Barreto Leme, aparece os de seus colaboradores (José de Souza Siqueira, Diogo da Silva Rego, José da Silva Leme, Domingos da Costa Machado, Francisco P. de Magalhães, Salvador de Pinho, Luís Pedrosa de Almeida, Bernardo Guedes Barreto); mas não há qualquer menção a Dom Luís António de Souza Botelho Mourão, IV Morgado de Mateus, que teve papel fundamental no processo de fundação de Campinas, como a história comprova.

A única referência ao IV Morgado de Mateus na cidade é a Rua Dom Luís António de Souza, no Jardim Proença, bairro onde esteve localizado o primeiro pouso de tropeiros da “Campinas do Mato Grosso”, no ‘campinho’ onde hoje está o estádio de futebol do Guarani Futebol Clube.

O próprio bairro Jardim Proença, urbanizado à partir do loteamento da Chácara Paraíso onde passava o Caminho de Goiáses, resta pouco do passado original. A única construção que lembra o momento da fundação de Campinas é a casa onde morava o proprietário da chácara, Joaquim José de Carvalho e onde residiu ex-prefeito Antônio da Costa Santos (morto em 2001).

Já a Avenida José de Sousa Campos (Via Norte–Sul), o asfalto esconde o córrego Proença que servia de percurso para o caminho de Goiáses, estrada que determinou a criação da cidade. Mas a estrada que dava acesso ao ‘caminho’ está desfigurada. Depois de passar pelo bairro Jardim Tamoio, o roteiro do antigo trajeto é engolido por uma mar de edifícios no Jardim Proença.

Os marcos de tão aclamado progresso de Campinas representam o gradativo aniquilamento da memória da cidade.

Monumento: “Marco Zero” da História de Campinas

Localizado entre as ruas Barreto Leme, Sacramento, Barão de Jaguara e Av. Benjamin Constant, está o “Marco Zero” (como se pode ver nas fotos acima. É um quadrado em branco com um círculo preto bem ao meio) da Vila de São Carlos.

O local é testemunho da transformação de Campinas de “bairro rural” em Freguesia (1774), foi nas suas imediações que, no último quarto do século XVIII, desenhou-se o traçado das primeiras ruas (então denominadas “rua de baixo”, “rua do meio” e “rua de cima”) do povoado. Entre as praças Bento Quirino e Antônio Pompeo (pequeno jardim localizado entre o Jockey Club e a Rua Tomás Alves), delimitou-se o centro tradicional da cidade, instalando-se nesta área a primeira Igreja Matriz, o cemitério e os principais edifícios da Freguesia.
Na atual Praça Bento Quirino é ainda possível ver dois monumentos importantes: o monumento-túmulo de Antônio Carlos Gomes (há uma cópia desse monumento defronte ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro) e o monumento a Bento Quirino dos Santos. Ficando ao lado das praças está a Igreja do Carmo.
Hoje o Município de Campinas está formado pela cidade do mesmo nome e os distritos de Barão Geraldo, Nova Aparecida, Sousas e Joaquim Egídio.
Localização absoluta:
Latitude: 22º 53’ 20″
Longitude: 47º 04’ 39″ Oeste
Altitude média: 696 metros
Localização relativa:
Municípios limítrofes: Jaguariúna (N), Pedreira (NE), Morungaba (I,), Valinhos (SE), Itupeva e Indaiatuba (S), Monte Mór (SO), Sumaré (O), Paulínia (NO).

A cidade está na parte central do município, na região centro leste do estado de São Paulo, a 93 km. da capital pela Rodovia Anhanguera e 98 pela Rodovia dos Bandeirantes. Dista 437 km do Rio de Janeiro, cidade a que se tem acesso pelas rodovias D. Pedro I e Dutra, e 1000 km de Brasília (se faz pela Rodovia Anhanguera, atravessando-se o Rio Grande, na passagem para Minas Gerais, seguindo pelo triângulo mineiro, chega-se a Goiás), a que tem acesso pelas rodovias D. Pedro e Fernão Dias. Por via aérea, chega-se em uma hora ao Rio e, via São Paulo, em duas horas a Brasília.
Aspectos geográficos
Superfície: 781 km
Relêvo: O município está localizado na área de contato entre o Planalto Cristalino Atlântico e a Depressão Periférica do Estado de São Paulo. Não há mudança brusca na passagem dessas áreas, surgindo gradualmente a diferenciação entre elas. As rochas sedimentares são as que apresentam formas mais suaves enquanto que as cristalinas favorecem o aparecimento de formas mais movimentadas, com algumas
serras como a das Cabras em Joaquim Egídio.
Solo: Latossolo roxo, latossolo vermelho escuro; latossolo vermelho-amarelo, fase rasa e latossolo vermelho amarelo.
Vegetação: Mata tropical latifoliada com folhas largas e aplainadas. Suas árvores típicas são: pau d’a1ho, peroba, sucupira, jacarandá, jatobá e ipê.
Clima: Subtropical de altitude, com verão quente e úmido e inverno frio e seco.
Temperatura média anual de 20°C com influência das massas de ar equatorial continental, tropical atlântico e polar atlântica. Predomina o vento sudeste, mas são comuns as mudanças de intensidade e direção durante o dia, provocando alterações violentas na temperatura, esfriando à noite. 70% das chuvas acontece entre outubro e março, com intensidade maior entre dezembro e fevereiro, sendo a média anual de precipitação de 1.380 mm.
Hidrografia: O município está cortado, ao Norte e Nordeste, pelos rios Atibaia e Jaguari (o Atibaia tem dois afluentes, os ribeirões das Cabras e Anhumas, onde é despejado parte do esgoto) e pelo Rio Capivari na faixa sul, que tem como principal afluente o Córrego Piçarrão, que leva a maior parte do esgoto.

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