Archive for novembro, 2006

Memória Fotográfica: 1903 – Desfile Cívico


Em 1903; concentração de alunos durante desfile cívico. À direita vê-se o edifício da Escola Complementar.
Anúncios

Monumento: Fábrica Lindgerwood

O prédio da Lindgerwood foi construido em 1868 para abrigar uma fábrica de equipamentos de beneficiamento de café, arroz, milho, açúcar e algodão.

A empresa atuou como um pólo de atração no crescimento urbano de Campinas. Instalada ao lado da Estação Ferroviária, ela transformou a rua São José (atual 13 de Maio) na principal via de ligação entre o centro da cidade e a estação. Com 150 trabalhadores, um número considerável final do século passado – e três motores a vapor de 60 cavalos, a indústria tornou-se “um gigante no ramo”, como diziam os almanaques da época. Atualmente o prédio abriga o Museu da Cidade e foi tombado em 1987.

Personagem: Guilherme de Almeida

Guilherme de Andrade Almeida, Nasceu em Campinas SP, a 24 de junho de 1890 e faleceu em São Paulo SP, a 11 de julho de 1969. Tendo como pai Estevam de Araújo Almeida, professor de Direito e juris consulto e mãe Angelina de Andrade Almeida.
Formou-se em Direito em 1912. Nos anos seguintes, conciliou o exercício da profissão de advogado com trabalhos como jornalista literário, tradutor e, principalmente, poeta. Em 1917, teve publicado seu primeiro livro, Nós; seguiriam-se A Dança das Horas (1919), Messidor (1919), Livro de Horas de Sóror Dolorosa (1920), e Era uma Vez…(1922). Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, e foi o primeiro modernista a entrar para a Academia Brasileira de Letras, em 1930.

Em 1923, na cidade do Rio de Janeiro, casa-se com Belkiss (Baby) Barrozo do Amaral.

Em 1932, combateu na Revolução Constitucionalista, como um dos líderes, o que lhe custou a prisão e o exílio na Europa. De volta ao Brasil, continuou produzindo ensaios, traduções e poemas. Sua produção de caráter modernista concentra-se em três livros publicados em 1925: Encantamento, Meu e Raça. Posteriormente adotou uma poética mais tradicional, o que deve ter contribuído para que fosse eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros.

CRONOGRAMA

1896 – Rio Claro SP – Primeiros estudos no colégio da tia, Ana de Almeida Barbosa de Campos

1902 – Campinas SP – Estudos no Colégio Culto à Ciência

1907 – São Paulo SP – Formado em Ciências e Letras pelo Ginásio do Carmo

1908/1912 – São Paulo SP – Curso na Faculdade de Direito. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais

1903 – São Paulo SP – Estudos no Colégio São Bento

1904/1906 – Pouso Alegre MG – Estudos no Colégio Diocesano São José

ATIVIDADES LITERÁRIAS/CULTURAIS

1912 – São Paulo SP – Colaborador de O Pirralho

1914/1969 – São Paulo SP – Redator do jornal O Estado de S. Paulo

1916 – São Paulo SP – Publicação, em co-autoria com Oswald de Andrade, das peças teatrais em francês Mon Coeur Balance (Meu Coração Balança) e Leur Âme (Sua Alma)


1922 – Participa da Semana de Arte Moderna

Guilherme de Almeida e Oswald de Andrade.

ATIVIDADES SOCIOPOLÍTICAS

1932 – São Paulo SP – Participante da Revolução Constitucionalista, como um dos líderes; é preso e exilado

OUTRAS ATIVIDADES

1913/1923 – São Paulo SP – Advogado

Está sepultado no Obelisco e Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no Parque Ibirapuera na cidade de São Paulo.

HOMENAGENS PÓSTUMAS

1969 – São Paulo SP – Nome de viaduto no bairro da Liberdade

1970 – São Paulo SP – Nome de Biblioteca Pública no bairro da Penha

1974 – São Paulo SP – Lei no. 337, de 10 de julho, institui como letra do Hino Oficial do Estado de São Paulo o poema “Hino dos Bandeirantes”

1979 – São Paulo SP – Inauguração da Casa Guilherme de Almeida, museu biográfico ligado à Secretaria de Estado da Cultura, em sua última residência, no bairro de Perdizes

1979 – São Paulo SP – Nome de avenida no Parque Pedroso


É nome de praça na parte central e nobre de sua cidade natal, Campinas.

Com o fardão da Academia Brasileira de Letras

Já idoso nas duas fotos abaixo.


Curiosidades: 1889 – Sociedade Protetora dos Pobres

A Sociedade Protetora dos Pobres foi fundada pelo médico dr. Alberto Sarmento e pelo Cônego Cipião Junqueira, no inicio de “mês do terror”, justamente a 7 de abril de 1889 às 13:00h da tarde, no consistório da Matriz Nova (hoje Catedral), cuja finalidade beneficente consistia em coletar donativos para viabilizar a distribuição de gêneros alimentícios à população de poucos recursos, os quais ficariam armazenados no Coliseu, casa de espetáculos com um parque de patinação, construído em 1878, situado na esquina da rua, hoje denominadas, César Bierrembach com a avenida Irmã Serafina.

A diretoria dessa Sociedade tinha como presidente, Cônego Scipião Junqueira – vigário da Matriz Nova; como tesoureiro, Alberto Muller – Delegado de Polícia, posteriormente, falecido, vítima da febre amarela; como primeiro secretário, Padre João Batista Correa Néri, depois primeiro bispo de Campinas; e como segundo secretário, Dr Joaquim Gomes Pinto – bacharel em Direito, pertencente a uma família portuguesa de destaque na cidade.

A 14 de maio, a Sociedade Protetora dos Pobres comunicou já haver doado milhares de rações. No dia seguinte, o Cônego Scipião informou que totalizavam 2.100 as famílias cadastradas que haviam recebido os cartões, e que 35.000 rações semanais eram concedidas a 5.000 pessoas, cabendo sete rações a cada uma.

Pode-se inferir que a ação filantrópica mobilizou a sociedade campineira para angariar os recursos necessários a tão significativa distribuição. No entanto, em razão de contaminação pela febre amarela culminando com a morte de três de seus membros associados, Alberto Muller, Francisco José de Carvalho e Cipriano Rosa de Andrade, a Sociedade Protetora dos Pobres pouco durou, um mês e vinte e três dias, encerrando suas atividades em 31 de maio de 1889, e uma placa de mármore de carrara, com o nome dos beneméritos foi fixada na parede externa, ao lado da porta lateral da Catedral, na rua Treze de Maio, em reconhecimento aos serviços filantrópicos prestados na epidemia de febre amarela de 1889.

Monumento: Palácio dos Azulejos



1878 – Ano em que foram construídas as duas residências geminadas no terreno localizado entre as ruas hoje denominadas Ferreira Penteado e Regente Feijó; uma das casas pertencia a Joaquim Ferreira Penteado e a outra, a seu genro, Antonio Carlos Pacheco e Silva.

1882 – Joaquim Ferreira Penteado recebe de D. Pedro II o título de Barão de Itatiba.

1908 – a pedido do então prefeito Orosimbo Maia, o Palácio,dos Azulejos (que levou esse nome por causa de sua decoração externa) é adaptado para sediar a Câmara Municipal, o Gabinete do Prefeito e o Tribunal do Júri.

1916 – Joaquim Ferreira Penteado (Barão de Itatiba) faz doação do edifício para o prefeito Heitor Penteado e assim passa a ser da municipalidade um ano após a fundação do conselho.

1922 – na gestão do prefeito Raphael de Andrade, que havia determinado a demolição do teatro São Carlos, é inaugura o Fórum dentro do Palácio dos Azulejos.

1956 – o prédio histórico se transforma em objeto de permuta, entre os imóveis que o então prefeito Ruy Novaes disponibilizou à .Santa Casa de Misericórdia, em troca do terreno onde hoje está localizado o Paço Municipal.


1957 – representantes da sociedade civil campineira se revoltam com a possibilidade de demolição do Palácio dos Azulejos e engrossam movimento pela preservação do prédio.

1958 – Lei Municipal autoriza a instalação de um museu histórico no Palácio dos Azulejos do prédio histórico e pedindo o desembargo da obra; o Iphan.

1959 – Ruy Novaes lança a Pedra Fundamental do Paço Municipal, na avenida Anchieta.

1967 – O Palácio dos Azulejos é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o museu histórico.

1968 – o prefeito Ruy Novaes inaugura o Paço Municipal na avenida Anchieta; no Palácio dos Azulejos ainda permanecem os departamentos,de Obras e Viação, de Urbanismo, de Serviços Urbanos, de Aguas e Esgotos, a Secretaria Municipal.

1970 – o então prefeito Orestes Quércia tenta anular judicialmente o tombamento do prédio histórico.

1981 – o Palácio dos Azulejos é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).

1988 – o prédio também é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc) um ano após a fundação do conselho.

1996 – na Administração Chico Amaral, o Palácio dos Azulejos passa a abrigar o Museu da Imagem e Som (MIS), a coordenadoria setorial do Patrimônio Cultural e parte do Arquivo Histórico de Campinas.

Personagem: Henrique de Barcellos

Quando jovem.

Quando fazia parte do Centro de Ciências, Letras e Artes.

Em seu túmulo, o busto.

Sua lápide tumular no Cemitério da Saudade.

Henrique de Barcellos, nasceu em 26/02/1854, foi uma das maiores figuras da imprensa local e diretor do “Comércio de Campinas” e um dos notáveis professores de Português do seu tempo, autor de diversos trabalhos para teatro, dentre os quais “Os dois pagens”, “Os amores do Sr. Antão”, “Apuros de um jornalista”, etc.

Filho de Portugal, mas brasileiro pelo coração. Veio para Campinas em 1873, dedicando-se à carreira do comércio, Sua vocação todavia, era para o jornalismo, tendo ingressado na imprensa por intermédio de um pequeno jornal “A Sensitiva”. Em 1874, ao lado de José Gonçalves Pinheiro, Antonio Sarmento; Barcellos fez circular o primeiro número de “A Mocidade”, fundando mais tarde, no ano de 1875, o “Diário de Campinas”, do qual foi diretor intelectual durante dez anos. Deixando esta folha logo depois, Barcellos funda o “Correio de Campinas”, do qual se afasta mais tarde em virtude de ter sido nomeado diretor do Ginásio Culto à Ciência, em cujo estabelecimento ocupava a cátedra de Português.

Mais tarde, ao deixar o cargo de diretor desse estabelecimento de ensino, Barcellos teve as vistas voltadas novamente para o comércio. Assim estabeleceu-se, mas cedo verificou que praticara um erro. Em de novo, abandona a carreira que vinha tentando, para a qual não revelava tendência alguma. Retorna então à imprensa e com o seu retorno surgiu o “Comércio de Campinas”.

Foi um jornalista de têmpera, combativo e um defensor intransigente dos interesses do povo.

Faleceu em 02/09/1911 e está enterrado no Cemitério da Saudade.

Curiosidades: "Diário de Campinas" – 1o. jornal de circulação diária

Henrique de Barcellos, um jornalista combativo do mesmo perfil de João Teodoro. Barcellos foi um dos responsáveis pelo lançamento a 19 de setembro de 1875, do Diário de Campinas, ao lado de Moraes Sarnento, Gonçalves Pinheiro e Joaquim de Toledo. Primeiro jornal diârio da cidade, e um continuador de A Mocidade, onde Barcelos e Sarmento haviam trabalhado, o Diário de Campinas – grande lutador pela causa abolicionista – durou até 1901, tendo assistido portanto a dura transição, em Campinas, do século XIX para o XX.

Memória Fotográfica: Casa Mascote

Tipografia e papelaria que existiu no século XIX na rua Barão de Jaguara, mais exatamente no Largo do Rosário.

Personagem: Bernardino de Campos

Nascido a 6 de setembro de 1841 em Pouso Alegre, MG, passou sua infância e mocidade em Campinas, de onde saiu para cursar a Faculdade de Direito, formando-se em 1863. Membro fundador do Clube Radical participou da fundação do PRP, defendendo, ao contrário de seu amigo Campos Salles, uma política abertamente abolicionista.

Com a queda da monarquia, foi eleito chefe de polícia em São Paulo, cargo em que se manteve até ser eleito deputado no congresso constituinte. Em 1892 foi eleito presidente de São Paulo, assinando o decreto de transferência do Culto à Ciência para o Estado.

Faleceu a 18 de janeiro de 1915 no Rio de Janeiro. É nome de rua em Campinas e foi proposto pelos vereadores José Paulino Nogueira, João Batista de Barros Aranha, Antonio Alvares Lobo, Antônio Carlos do Amaral Lapa e Ricardo Coelho no plenário da Câmara Municipal em 26 de agosto de 1895.

Curiosidades: 1878 – Mapa de Campinas

Clique sobre a figura para ampliar e depois clique novamente no desenho que aparece do seu lado direito inferior (assim amplia-se mais).

Mapa de Campinas imperial de 1878. Maravilhoso trabalho executado pelo campineiro Júlio Mariano Júnior, com base em original da época; mostrando ao mundo de hoje o que foi Campinas de ontem.

« Previous entries