Personagem: César Ladeira – O Locutor da Revolução de 1932

César Ladeira (César Rocha Brito Lacerda), locutor e produtor de rádio, nasceu em 01 de dezembro de 1910, Campinas, São Paulo, e faleceu em 08 de setembro de 1969.

Aluno da faculdade de Direito quando, em 1931, quando ficou seduzido pelo rádio, que começava a tomar um impulso extraordinário em todo o Brasil, e estreou como locutor na Rádio Record de São Paulo.

A Rádio Record de São Paulo, adquirida em 1931 por Paulo Machado de Carvalho, assume o papel de porta-voz do movimento insurrecional e pelas vozes de três locutores : César Ladeira, Nicolau Tuma e Renato Macedo, tendo por fundo musical a marcha Paris Belfort, levava a todo país o noticiário dos revoltosos paulistas furando o bloqueio da censura varguista.

Sua fama transpôs as fronteiras do estado de São Paulo e espalhou-se por todo o país em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, quando sempre à meia-noite, transmitia com entusiasmo as idéias do movimento. Cesar Ladeira causou impacto neste ano; depois, com a vitória do governo central, quase foi deportado com Paulo Machado de Carvalho, criador do rádio-jornalismo.

Em 1933, chegava ao Rio de Janeiro para assinar contrato na Rádio Mayrink Veiga, como locutor e diretor artístico. Atuava como um embaixador da musica paulistana, trazendo para a então capital da república os novos valores lá revelados. Desta forma aqui chegou Zézinho em 1933, passando logo a integrar o famoso regional da Mayrink.

Em 1935 estréia no cinema em “Alô, Alô Brasil”.

Em 1936 é a vez de César Ladeira buscar uma turma da pesada: Aimoré, Garoto, Nestor Amaral e Laurindo Almeida.

O locutor brasileiro nasceu da voz de César Ladeira, plena de “erres” iniciais carregados, copiados dos argentinos que os empregam só para distingui-los dos “agás” aspirados do espanhol. A voz grave de César Ladeira já era a mensagem em si – sem pensar em MacLuhan. Ele começava na Mayrink Veiga do Rio, depois da Hora do Brasil, e enfiava propaganda e cantores durante duas horas.

Deu novo ritmo à programação da emissora, dividindo-a em horários definidos e especializados, e um epíteto consagrador a cada artista do seu elenco, como “pequena notável”, para Carmen Miranda; “o cantor que dispensa adjetivos”, para Carlos Galhardo; “o cantor das mil e uma fãs”, para Ciro Monteiro; e Silvio Caldas “o caboclinho querido”.

Despertou o gosto dos ouvintes para a crônica vibrante, o editorial e o comentário e difundiu programas literário-musicais de fim de noite, estimulando a cultura e colocando a Mayrink Veiga na preferência dos ouvintes.Locutor mais imitado do rádio brasileiro, em 1948 transferiu-se para a Rádio Nacional, Rio de Janeiro, onde apresentou com grande sucesso o programa “Seu criado, obrigado”, ao lado de Dayse Lúcidi, durante dez anos, a “Crônica da Cidade”, por 20 anos e e escrever vários programas musicais.

Marido da atriz Renata Fronzi, César Ladeira participou ainda de alguns filmes brasileiros e criou a Empresa Brasileira de Comédias Musicais, produzindo o “Café Concerto”, espetáculo de luxo encenado nas boates cariocas Casablanca e Acapulco. Em 1967, apresentava-se em teatros de comédia na extinta TV Tupi do Rio.

É nome de rua em sua cidade natal.

Conheça, no endereço abaixo, a voz portentosa de César Ladeira em gravação do ano de sua morte (1969).

http://www.carmenmiranda.hpg.ig.com.br/cm_bio.htm

Procure por DEPOIMENTO SONORO DO AMIGO CÉSAR LADEIRA.
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