Monumento: 1872 – Estação Central de Estradas de Ferro

Dia da inauguração em 1872, quandro de Julles Martin.

Aquarela de Jose de Castro Mendes.

Considerado um dos símbolos da cidade isto pela sua sofisticada arquitetura européia toda em tijolo à vista vermelho; pelas pessoas que já passaram por ela, citando aqui dois exemplos: Imperador D. Pedro II e Santos Dumont e ainda por ter deixado saudades em que a utilizou no passado, quando a mesma era ativa no atendimento dos passageiros.

Sem dúvida um dos monumentos de preservação histórica mais fotografado no passar dos anos. A estação central da antiga Companhia Paulistas de Estradas de Ferro (hoje incorporada à FEPASA) foi sempre um dos justificados orgulhos da paisagem urbana de Campinas. Portanto aqui você verá uma coleção de fotos desde do século XIX até os tempos atuais.


Foi inaugurada em 1872, e na época, embora diferente e menor do que o prédio atual, já era a maior das quatro estações da ainda curta linha da Cia. Paulista. Em 1884, esse prédio foi desativado, tendo sido inaugurado nesse mesmo ano um novo prédio, que sobrevive até hoje.

O velho prédio sobreviveu mais alguns anos, tendo sido finalmente demolido em 1889. Não agüentou os danos causados por um enorme formigueiro sob suas fundações, que o fez afundar, e também os danos causados por um grande temporal, em 1883.

O novo prédio foi construído sobre o leito original dos trilhos, em frente à antiga estação; inicialmente, foi construída apenas o que é hoje a parte central da estação.



Entre 1910 e 1915, um segundo corpo foi construído na ala oeste, além de ter sido instalada a cobertura da entrada principal com estrutura metálica, que aliás existe até hoje.




Finalmente, na década de 1920, acrescentou-se todo o segundo pavimento da ala leste e o segundo andar da extremidade oeste, onde existem a sala de bagagens e a sala 67.






Uma nova gare foi construída, com cobertura metálica e mais alta, por causa da eletrificação da linha, em 1922. Mais algumas pequenas alterações foram efetuadas nas décadas 1930 e 1940. A estação da Paulista de Campinas servia ainda, a partir de 1913, como baldeação para a linha da Sorocabana, que vinha da sua própria estação em Vila Bonfim e seguia para Mairinque. Servia também como baldeação para os passageiros que se dirigiam para a linha da Mogiana, para o norte e nordeste do Estado.




Em 1984, a estação, em meio a festas pelo centenário do prédio, sofreu uma grande reforma, dois anos depois de ser tombada pelo Patrimônio Histórico (Condephaat). Hoje estas duas ramificações não mais existem, as linhas das antigas Sorocabana e Mogiana tiveram suas partidas transferidas para a estação de Boa Vista, fora da cidade.

Hoje infelizmente a estação está desativada e é usada pelo poder público como área cultural.

Por ser um monumento da história de Campinas, sempre foi usado pelos artistas como tema de suas inspirações e assim retrataram ao longo dos tempos.





A foto abaixo é do Natal de 2006.

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